Embrapa


Embrapa participa do Programa Água Doce - Sede Zero, lançado em 22 de março

O Programa Água Doce Sede Zero, com foco no semi-árido brasileiro, considerado prioritário pelo Governo Federal, de responsabilidade da Secretaria de Recursos Hí­dricos, vinculada ao Ministério do Meio Ambiente, será lançado oficialmente em 22 de março de 2004, pelo Presidente da República, às 17h no Cine Brasí­lia. Pesquisadores da Embrapa Meio Ambiente e Semi-árido participam do Grupo Executivo do Programa, juntamente com outras Instituições parceiras como Universidade Federal de Campina Grande, Secretarias dos Recursos Hídricos dos Estados do Nordeste, Serviço Geológico do Brasil, Agência Nacional das Águas, Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e Paraíba (CODEVASF), Universidade Estadual da Paraíba, Departamento Nacional de Obras Contra as Secas, e ONGs.

O Programa, coordenado por Renato Saraiva Ferreira da SRH/MMA, visa em um período de execução de 4 anos, fornecer 12 milhões de litro/dia de água potável em 2.000 localidades dispersas no semi-árido brasileiro, que apresentam alta criticidade em termos de abastecimento de água, oferecendo alternativas produtivas as comunidades atendidas através da piscicultura e caprinocultura.

História
A Secretaria Nacional dos Recursos Hídricos, em 1998, iniciou o projeto água Boa para dessalinizar a água dos poços para abastecimento doméstico no Nordeste. Essa técnica leva a geração de uma parte de água doce e outra parte de água mais salgada. Purifica uma parte e concentra o sal na outra. Esses rejeitos estavam sendo descartados de maneira incorreta, levando a salinização das áreas vizinhas aos poços, entre outras coisas.

Preocupada com isso, a Secretaria dos Recursos Hídricos desse governo, juntou esforços para dar um fim mais adequado a esse rejeito salino, através do seu uso para a produção de peixes, como a tilápia. Depois do peixe crescido (3 meses), a água fica com grande quantidade de nutrientes (restos de ração e excremento dos peixes). Ela é, então, usada para irrigação de plantas que aceitam altas doses de sal, a chamada "erva-sal". Essa erva pode ser usada para alimentação de galinhas e caprinos. O ciclo, então se fecha, explica Cláudio Buschinelli, um dos pesquisadores da Embrapa Meio Ambiente, que compõem a equipe do Grupo Executivo do Programa.

Parceiros do Programa
LABDES - Laboratório de Dessalinização (Ligado a Universidade Federal de Campina Grande), responsável pelos sistemas de dessalinização.

Embrapa Semi-árido e Codevasf são responsáveis pelos sistema de produção de psicultura e ovinocaprinocultura e estudos de aplicação de imigração da erva-sal.

Embrapa Meio Ambiente - estudos de impacto ambiental das tecnologias e o desenvolvimento de metodologias para avaliação da sustentabilidade dos sistemas de produção implantados nas comunidades assistidas.

Cristina Tordin
19.3867.8708
Jornalista