APLICAÇÕES DAS TÉCNICAS DE DGGE E TGGE NO
ESTUDO DE COMUNIDADES COMPLEXAS



A maioria das bactérias presentes em amostras ambientais não pode ser detectada através de microscopia convencional, porque elas ficam aderidas a partículas de solo e sedimento. Experimentos fisiológicos têm sido usados com grande sucesso na caracterização de espécies isoladas.

Entretanto, sabe-se hoje que apenas uma pequena fração dos microrganismos presentes no ambiente pode ser isolada e caracterizada.

 

Experimentos de clonagem do ambiente fornecem uma noção mais precisa sobre a identidade dos membros dessa comunidade.

Baseando-se no conceito de que cada diferente microrganismo pode ser identificado, comparando-se a seqüência de DNA do seu RNA ribossomal a um banco de dados (GenBank), onde se encontram catalogadas as seqüências de DNA do rRNA de todas as bactérias já estudadas, é possível identificar, ou pelo menos descobrir parentescos de seqüências de DNA recuperadas diretamente do ambiente.

Estudos de diversidade molecular de microrganismos devem enfocar grupos funcionais definidos. Análises de seqüências ribossômicas obtidas diretamente de amostras ambientais podem revelar novas espécies, modificar antigos conceitos e até reestruturar a taxonomia de grupos funcionais.

LOCAIS DE COLETA

Diferentes manguezais, com suas peculiaridades botânicas, edafoclimáticas, localização etc, serão escolhidos para levantamento e coleta de amostras de sedimentos.

Diversos grupos de microrganismos serão objeto de estudo, tendo fungos, bactérias, actinomicetos, cianobactérias e arqueas como aqueles organismos mais importantes para o equilíbrio e ciclagem de nutrientes nesse ecossistema.

 

O monitoramento da biodiversidade microbiana de sedimentos será acompanhado em duas épocas de ano, uma no inverno e outra no verão, visando estudar o comportamento das chuvas quanto à variabilidade genética dos microrganismos.