O cultivo de hortaliças em sistemas hidropônicos vem apresentando expressiva expansão na última década no mundo, inclusive no Brasil, especialmente de alface, pepino, pimentão, tomate, espinafre, morango, rúcula e agrião. Nesses sistemas são obtidas hortaliças de excelente qualidade e menor período de cultivo, com a possibilidade de cultivos sucessivos na mesma área, além da menor incidência de pragas e doenças.
Nas condições de hidroponia, entretanto, patógenos como Pythium spp., que possuem hábito aquático e zoósporos móveis, encontram as condições ideais para sobrevivência e disseminação. Esses oomicetos são responsáveis por podridões em raízes que resultam em prejuízos consideráveis e, muitas vezes, pelo abandono da atividade por muitos produtores.
O patógeno pode ser introduzido no sistema pela água de irrigação; insetos; ar; através da poeira; ou por meio de solo contaminado presente em sapatos, ferramentas ou equipamentos; ou ainda em material de propagação contaminado.
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Além das condições ideais para o seu desenvolvimento, esses patógenos encontram um ambiente caracterizado por um certo vácuo biológico, pois as soluções nutritivas são praticamente livres de microrganismos.
Diversas medidas são preconizadas para o controle desses patógenos, sendo principalmente culturais e biológicas. Podem ser apontados como métodos culturais a sanitização, que inclui a limpeza e a desinfestação das bancadas entre cada ciclo das culturas, a separação da solução nutritiva e se possível, a separação física dos berçários, assim como a desinfestação da solução nutritiva, a manipulação do ambiente, o uso de filtros e de luz ultravioleta.
Apesar da integração das técnicas culturais e químicas o sucesso do controle da doença é limitado. Dessa forma, a melhor alternativa é o controle biológico, pois além do controle da doença, colaborará para aumentar a vida no sistema hidropônico e com isso reduzir o seu vácuo biológico.
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