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Acesso à Informação da Embrapa
Sexta-feira, 18 de abril de 2014





Algodão (Bt)

Plantas transgênicas contendo genes do Bacillus thuringiensis produzem toxinas inseticidas e têm sido usadas em programas de manejo de pragas. Variedades de algodão transgênico resistente a insetos já foram liberadas para comercialização na África do Sul, Argentina, Austrália, China, Colômbia, Índia, Indonésia, México, e Estados Unidos, e estão sendo testadas para a liberação comercial em outros países, inclusive no Brasil. A Embrapa pretende implementar parcerias com empresas privadas para a inserção em seus cultivares do gene Bt, e está selecionando e clonando novos genes de resistência contra pragas do algodão no Brasil, como por exemplo, genes de toxinas contra o bicudo do algodoeiro.

Apesar da eficácia e da aceitação do algodão-Bt pelos agricultores nos países, onde esta tecnologia já é usada, são levantadas preocupações a respeito da segurança do algodão transgênico para o homem e para organismos não-alvo. Questiona-se também a sustentabilidade em longo prazo desta tecnologia e a possível perda de recursos naturais como, por exemplo, a bactéria Bacillus thuringiensis que hoje é usada como biopesticida. Em atendimento à legislação de biossegurança, os órgãos regulamentares exigem o fornecimento de dados e informações científicas sobre os possíveis impactos ambientais de cada uma das plantas transgênicas, a fim de proceder a uma análise de risco, caso a caso, do seu plantio experimental ou comercial.

Variedades de algodoeiro geneticamente modificadas para resistência a insetos têm sido avaliadas em campo no Brasil desde 1998 e existe a expectativa de comercialização das mesmas no futuro próximo. A cultura do algodão está classificada entre as dez principais culturas agrícolas do país, ocupando o sexto lugar mundial em superfície cultivada.

Os insetos-praga constituem um dos principais problemas agronômicos desta cultura, causando grandes prejuízos econômicos anualmente. O uso de produtos químicos para o controle de pragas pode chegar a até 25% do custo da produção. Nas regiões Nordeste, Sudeste e Sul do Brasil são efetuadas, em média, 18 aplicações de pesticidas químicos durante o ciclo da cultura. Na região centro-oeste, onde as lavouras são mais recentes, está prevista para esta safra a necessidade de onze aplicações só para controlar uma das pragas principais, o bicudo do algodoeiro.

Espera-se que o plantio de algodão transgênico resistente a insetos possa minimizar o impacto ambiental causado pelo uso massivo de pesticidas nas lavouras. A adoção do algodão Bt na China reduziu drasticamente o número de contaminações com inseticidas entre os agricultores, e na Austrália e Estados Unidos foi documentado um efeito positivo no número e diversidade de insetos nos campos de algodão Bt.

Antes da liberação de variedades transgênicas para o comércio, no entanto, devido a características regionais específicas, e à presença de espécies silvestres e invasoras aparentadas ao algodão cultivado no Brasil, os riscos potenciais a organismos não-alvo e a possibilidade de hibridização e escape dos genes de resistência para outros habitats devem ser amplamente avaliados no país.

As questões científicas aqui levantadas foram identificadas a partir dos resultados de um Painel de Especialistas sobre algodão transgênico resistente a insetos, organizado pelo MCT/CNPq e coordenado pela Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia.
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