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Quarta-feira, 23 de julho de 2014





Pesque-pague

A aqüicultura vem apresentando uma taxa de crescimento anual em torno de 15%, sendo que a região Sudeste concentra 80% da produção nacional de peixes de água doce, com destaque para o Estado de São Paulo. Mais de 300 mil pessoas estão envolvidas na atividade e em atividades derivadas, incluindo estabelecimentos rurais de produção de peixes, camarões, empresas de ração, técnicos e produtores de máquinas e equipamentos.

Muitos estabelecimentos de pesque-pague mantêm, além dos tanques para pesca, uma estrutura capaz de atender aos visitantes, com restaurantes e atrativos para o turismo rural, o que gera uma considerável renda suplementar. As combinações destas atividades com a aqüicultura podem implicar em importantes impactos positivos para o desenvolvimento sustentável das comunidades locais, assim como podem trazer prejuízos ambientais que necessitem de intervenção para adequação tecnológica e de manejo, conforme indicado pela avaliação de impacto ambiental.

A avaliação da atividade produtiva rural representada pelos pesque-pagues foi realizada empregando-se a mesma sistemática e metodologia anteriormente descrita, em nove estabelecimentos no Interior do Estado de São Paulo. A média do Índice de Impacto Ambiental para a atividade pesque-pague, nos estabelecimentos investigados, tem um valor abaixo da linha de base, igual a 0,63. O principal problema ambiental diagnosticado para a atividade de pesque-pague foi referente à dimensão Ecologia da Paisagem, indicando que a recuperação e conservação dos habitats naturais, a diversificação e o adequado manejo das áreas produtivas são essenciais para o desenvolvimento sustentável da atividade.

O desempenho ambiental da atividade de pesque-pague, no universo abrangido por este estudo, pode ser observado na figura. A dimensão Ecologia da Paisagem apresentou o desempenho menos favorável para a atividade, necessitando de intervenção e melhoria de práticas conservacionistas, além de ações de recomposição de habitats e diversificação produtiva para melhor contribuir para o desenvolvimento local. Por outro lado, ainda que a dimensão Valores Econômicos demonstre a viabilidade da atividade, melhorias devem ser obtidas em relação à dimensão Gestão e Administração, proporcionando possíveis ganhos também nas outras dimensões.


Impactos ambientais segundo as médias das dimensões de avaliação dos nove estabelecimentos rurais com a atividade de pesque-pague. Interior do Estado de São Paulo, 2003.
Avaliação ponderada de impacto ambiental de atividades do Novo Rural
Método
    Dimensões
    Formulação e desenvolvimento
    Matriz de ponderação
    Expressão de resultados
    Validação do método
    Horticultura orgânica e convencional
    Pesque-pague
    Agroturismo
Instrumento de gestão ambiental

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