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Domingo, 20 de abril de 2014





Fontes agrícolas de metano

Arroz irrigado por inundação

O cultivo de arroz irrigado por inundação representa, em âmbito global, uma das principais fontes antrópicas de metano (CH4). Segundo o Painel Intergovernamental de Mudança Climática - IPCC (1996), estima-se de 20 a 100 teragramas, média de 60 Tg (Tg= Teragrama 1012 grama) por ano a emissão global desse gás nos campos de arroz irrigado, o que corresponde a 16% do total de emissão de todas as fontes.

Do total de metano gerado por essa fonte, 90% é atribuído ao continente asiático. Mais de 50% da população humana mundial utiliza o arroz como alimento básico, sendo que entre 1998 e 1999 foram cultivados 151 milhões de hectares de terras, atingindo uma produção global de 570 milhões de toneladas (FNP, 1999).

O metano é produzido no solo pela decomposição anaeróbica de substâncias orgânicas, mediante a ação de bactérias metanogênicas) que requerem condições altamente reduzidas para seu crescimento, como as encontradas em solos cultivados com arroz inundado. Esse gás é liberado para a atmosfera principalmente por transporte difusivo, pelo aerênquima (tecido vascular) das plantas de arroz e também por difusão através da lâmina d'água. (Bont et al., 1978) conduziram experimentos mostrando que a presença de plantas de arroz facilita o escape de metano para atmosfera por um fator de 7 a 10 vezes maior em relação aos solos inundados sem cultivo de arroz.


Pecuária

A pecuária contribui para as emissões de metano por duas vias: fermentação entérica e dejetos animais

Processo de fermentação entérica
Herbívoros ruminantes, como bovinos, ovinos, bubalinos e caprinos, através da fermentação entérica, um processo digestivo que ocorre no rúmen, produzem metano. As emissões globais desse gás geradas a partir dos processos entéricos são estimadas em 80 milhões de toneladas anuais, correspondendo a cerca de 22% das emissões totais de metano geradas por fontes antrópicas (U.S.EPA, 2000).

No Brasil, 68% da pecuária é representada por bovinos (87% de corte e 13% de leite, aproximadamente), com pouco mais de 163 milhões de animais em 1998 (IBGE, 2000), sendo considerado o maior rebanho bovino do mundo com fins comerciais. Grande parte desses animais é do tipo zebuíno, criados em sistemas predominantemente extensivos, de baixo investimento de capital.


Dejetos animais
A produção de metano dá-se também a partir dos dejetos animais, principalmente quando manipulados na forma líquida, em condições de anaerobiose. As emissões globais de metano provenientes dessa fonte são estimadas em cerca de 25 milhões de toneladas por ano (IPCC, 1995), correspondendo a 7% das emissões totais de metano.


Queima de resíduos agrícolas

A combustão da biomassa de resíduos de colheita e de culturas agrícolas na pré-colheita, como prática agrícola, leva à produção de metano, óxido nitroso (N2O), óxidos de nitrogênio (NOx) e monóxido de carbono (CO), além do dióxido de carbono (CO2). O fogo libera carbono da biomassa durante a combustão e acentua diretamente a liberação de carbono do solo do qual a vegetação foi queimada. No Brasil é frequente a queima de cana-de-açúcar na pré-colheita (para auxiliar a colheita manual), e, em menor escala, a queima dos resíduos da cultura do algodão, para controle fitossanitário. Embora ocorra liberação de CO2 durante a queima da cana-de-açúcar, as emissões deste gás não são consideradas como uma emissão líquida ao longo do tempo por esses sistemas, pois, no ciclo seguinte da cultura, o CO2 emitido é reabsorvido (IPCC, 1996b).






Referências bibliográficas

IPCC. Climate change 1994: radiative forcing of climate change and an evaluation of the IPCC IS92 emission scenarios. Cambridge: Cambridge University Press, 1995. 339p.

IPCC. IPCC Guidelines for national greenhouse gas inventories: reference manual, 1996b. Rev.

USEPA. Evaluation ruminant livestock efficiency projects and programs: peer review draft. Washington, DC. June, 2000.

BONT, J. A. M. de; LEE, K. K.; BOULDIN, D. F. Bacterial oxidation of methane in a rice paddy. Ecol. Bull. Stockolm, v.26, p.91-96, 1978.
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