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Quantificação
da magnitude, distribuição espacial e dinâmica do carbono
orgânico nos solos do Estado do Rio de Janeiro, usando técnicas
de modelagem quantitativa, SIG e Base de Dados
Período 2001-
2002
Após a assinatura em 1997 do
Protocolo de Quioto, (UNFCCC ), o qual estabeleceu objetivos precisos a
respeito dos níveis e de períodos-limite para a redução
das emissões de gases a efeito estufa, diversas nações
começaram a desenvolver pesquisas para reduzir as concentrações
de CO2 da atmosfera. Neste contexto,
o Brasil tornou-se um dos 150 países signatários da Convenção
do Clima, onde cada país se comprometeu em conduzir um inventário
nacional de fontes e sumidouros de gases ligados a efeito estufa (Schroeder
& Winjun, 1995). Preocupações sobre o chamado "efeito
estufa" e os danos à camada de ozônio, vêm sustentando
estudos sistemáticos sobre as quantidades, tipos, distribuições
e comportamento do carbono (C) em diferentes sistemas (Johnson & Kerns,
1991).
Embora o objetivo de muitos destes
estudos esteja relacionado a impactos do potencial da mudança climática
global, as contribuições têm aplicações
em diversas áreas, abrangendo desde as fontes energéticas
até a agricultura.
De acordo com Batjes & Sombroek,
(1997), os solos do mundo constituem um dos cinco principais reservatórios
de carbono, juntamente com os oceanos, da camada geológica, da atmosfera
e da biomassa terrestre. Portanto, os solos são essenciais para
o seqüestro de C e representam aproximadamente 75% do acúmulo
de C no ecossistema terrestre.
Entretanto, apesar de sua complexidade
e importância, tanto regional quanto nacionalmente, carecemos de
estudos básicos que relacionem variáveis como estoque de
carbono, sua distribuição na paisagem, fluxos e processos
biológicos associados, que permitam a elaboração de
cenários dinâmicos de mudanças de estoque de C associados
a mudanças de uso, no tempo.
Este projeto propõe-se a
atender tais demandas, aliando desenvolvimento científico e tecnológico
de forma interdisciplinar e interinstitucional, através de técnicas
de modelagem quantitativa (matemática, geoestatística, lógica
fuzzy, redes neurais, entre outros), Sistemas de Informação
Geográfica (SIG) e Base de Dados, em solos de ecossistemas florestais
e em uso predominantes no Estado do Rio de Janeiro, além de incorporar
ações objetivando a identificação de práticas
de manejo que impliquem em um menor esgotamento de recursos naturais.
Este estudo possibilitará
ao Estado ter um inventário do estoque de carbono nos solos,
sua espacialização na paisagem, e sua contribuição
na emissão de gases ao efeito estufa, principalmente CO2,
antecipando e permitindo a implementação futura do Mecanismo
de Desenvolvimento Limpo.
Finalmente, o projeto é relevante
ao fornecer elementos para a elaboração de políticas
públicas no âmbito da adequação do Estado do
Rio de Janeiro às demandas dos Protocolos dos quais o Brasil é
signatário. |

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