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  Fontes Agrícolas de Óxido Nitroso (N2O)
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Solos Agrícolas

O aumento das adições de fertilizantes nitrogenados sintéticos aos solos agrícolas tem sido indicado como principal responsável pelas crescentes emissões de N2O na atmosfera. Outras fontes antrópicas desse gás incluem o nitrogênio proveniente de resíduos animais, da fixação biológica de nitrogênio aumentada, do cultivo de solos orgânicos e minerais através da mineralização da matéria orgânica adicionada (IPCC, 1996).

As emissões de N2O dos solos ocorrem principalmente como consequência da desnitrificação a partir de nitrogênio mineral (N). A desnitrificação (NO3-NO22NO   N2 N2) consiste na redução microbiana do nitrato (NO3- ) à formas intermediárias de N e então às formas gasosas (NO, N2O e N2) que são comumente perdidas para a atmosfera. Quando da redução do nitrato, a matéria orgânica é oxidada para a obtenção de energia pelos microrganismos. Enzimas específicas participam do processo e suas atividades podem ser bastante variáveis em função dos tipos de solos. A atividade potencial da redutase do óxido nitroso no solo é um dos fatores que controlam a emissão deste gás. A produção de N2O está também sujeita às influências decorrentes do tipo de manejo a que os solos são submetidos.

Estima-se que as emissões antrópicas globais de N2O sejam de 3,7 a 7,7 Tg N/ano, com uma média provável estimada em 5,7 Tg N/ano (IPCC, 1995). Utilizando dados da FAO, de 1989, e a metodologia do IPCC, as emissões diretas de N2O a partir de solos agrícolas são estimadas em 2,5 Tg N, as emissões diretas de animais de pastoreio em 1,6 Tg de N, e as emissões indiretas resultantes de nitrogênio de origem agrícola na atmosfera e sistemas aquáticos em 1,9 Tg N- N2O. (IPCC, 1996).

Os solos são um importante reservatório de carbono ativo, orgânico e inorgânico, e desempenham um importante papel no ciclo do carbono global. A agricultura tem sido responsável por significativas perdas de carbono pelo solo, através de práticas agrícolas de baixa sustentabilidade ambiental. Entre essas práticas citam-se a aração excessiva, gradeação e desmatamentos, expondo os solos a processos de erosão e compactação, e por conseguinte à redução dos níveis de matéria orgânica no solo. Além disso, fatores como a fertilização inadequada, a queima de restos culturais e o cultivo intensivo das terras, contribuem para o aumento dessas perdas. Em contraste, práticas agrícolas que restauram a capacidade dos solos como reservatório de carbono incluem: reflorestamento, cultivo de culturas perenes (culturas extrativistas, como seringueira, cacau, castanhas, fruticultura, etc.), uso adequado de fertilizantes químicos e adubos orgânicos, pastagens bem manejadas, agrofloresta e práticas de conservação do solo (Embrapa, 1999d).

O manejo do solo e as práticas agrícolas influem nas emissões de óxido nitroso (N2O).

Para consultar referências bibliográficas clique aqui


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