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Agricultura
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efeito estufa
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As atividades
agrícolas podem ser ao mesmo tempo vulneráveis à mudança
global do clima, quanto promovedoras de gases de efeito estufa.
Vulnerabilidade da Agricultura
A agricultura é uma atividade
altamente dependente de fatores climáticos, como temperatura, pluviosidade,
umidade do solo e radiação solar. A mudança climática
pode afetar a produção agrícola de várias formas:
pela mudança em fatores climáticos, incluindo a frequência
e severidade de eventos extremos, pelo aumento da produção
devido ao efeito fertilizador de carbono através de maiores concentrações
de CO2 atmosférico, pela
alteração da intensidade de colheita devido a uma mudança
no número de gráus-dia de crescimento, ou modificando a ocorrência
e a severidade de pragas e doenças (Shaw, 1997), entre outros efeitos.
Estudos baseados em modelos de circulação geral (GCM) têm
mostrado que a produtividade de várias culturas tende a diminuir
em algumas regiões do globo e aumentar em outras, tal que a produção
em áreas tropicais e subtropicais, principalmente na África
sub-Saara devido as grandes áreas de clima árido e semi-árido
e sua dependência de agricultura, tende a ser mais afetada em relação
às regiões temperadas (Jones et al., 1997, CGIAR, 1998).
Contribuição
da agricultura para o efeito estufa
Ao mesmo tempo em que se constitui
em uma atividade potencialmente influenciável pela mudança
do clima, a agricultura também contribui para
o efeito estufa com emissões
de gases como o metano (CH4),
dióxido de carbono (CO2),
monóxido de carbono (CO), óxido nitroso (N2O)
e óxidos de nitrogênio (NOx). Estima-se que 20% do incremento
anual do forçamento radiativa global é atribuído ao
setor agrícola considerando-se o efeito dos gases metano, óxido
nitroso e gás carbônico (baseado em IPCC,1996a), excluída
a fração correspondente às mudanças do uso
da terra relacionadas à atividades agrícolas (15%). O metano
e o óxido nitroso são os principais gases emitidos pelo setor
agropecuário, contribuindo com 15% e 6%, respectivamente, para o
forçamento radiativo global (Cotton & Pielke, 1995).
As fontes agrícolas de gases
de efeito estufa são o cultivo de arroz irrigado por inundação,
a pecuária, dejetos animais, o uso agrícola dos solos e a
queima de resíduos agrícolas. O cultivo de arroz irrigado
por inundação, a pecuária doméstica e seus
dejetos, assim como a queima de resíduos agrícolas promovem
a liberação de metano (CH4)
na atmosfera. Estima-se que cerca de 55% das emissões antrópicas
de metano provêm da agricultura e pecuária juntas (IPCC, 1995).
Os solos agrícolas, pelo uso de fertilizantes nitrogenados, fixação
biológica de nitrogênio, adição de dejetos animais,
incorporação de resíduos culturais, entre outros fatores,
são responsáveis por significantes emissões
de óxido nitroso (N2O).
A queima de resíduos agrícolas nos campos liberam, além
do metano (CH4), óxido
nitroso (N2O), óxidos
de nitrogênio (NOx) e monóxido de carbono (CO).
Veja as principais atividades
agrícolas geradoras de metano (CH4)
e a contribuição da agricultura para as emissões
de óxido nitroso (N2O).
Fontes Agrícolas de Metano
Fontes agrícolas de Óxido Nitroso (N2O)
Estimativas
de emissões no Brasil
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